Enigma ( ou de como eu, de longe a vejo )


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largo tempo na consciência
onde há espaço pra tudo
dos meus mais ensimesmados costumes
aos lumes das idéias inexecutáveis

fartos hiatos de eternidade
solidão é prato cheio
e o silêncio lambuza
as bordas frias

nas lacunas crio odes
preencho mistérios de marujo
e marejo e disfarço e desfaço
as minhas lágrimas brilhantes

a cada ato planejo e me aproximo
das tuas rochas e as toco
ao passo que és esfinge
e finges co’a tua incógnita

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2 comentários sobre “Enigma ( ou de como eu, de longe a vejo )

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