Margarida


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eram só dela, os sonhos
e isso lhe era brutal
visto que ele não os via
e não os sentia como tal

de amor anônimo ela sofria
do tipo deslocado e fractal
lágrimas lhe percorriam
o róseo rosto que lhe ferviam
as doces maçãs banhadas ao sal

mas vagamente, notívagas poesias
lhe assombraram de modo tal
abrindo os escuros olhos
que já não via que o amor de um
não preenchia e a destruía
posto que lhe era assédio
do tipo sexual

…………………………..

ah sim…ainda tinha
os traços daquela fé a Margarida
mas ainda que tentassem das investidas
à menina-mulher
ela os fitava e esvoaçava
e lhes sorria
pois suas pétalas agora
só lhes diziam:
“bem-me-quer, bem-me-quer,
bem-me-quer, bem-me-quer”

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12 comentários sobre “Margarida

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