O impoluto


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ao crivo da minha inaptidão
reprovação à ausência
das minhas temerárias proezas

o corte da lâmina
o eco no caule da flor
e a minha rosa perecível

a tábua torta sob os pés
eu, cambaleante
eu, erro o nível

cadê brumosas ruas?
por quaisquer ruelas
meus nervos crispados

e à taverna
entrego-me à distracção
e ao vinho capitoso
dos meus algozes

e eu, delirante redargui:
“apiedem-se dos pecados
apiedem-se dos pecados
que veem em mim”

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12 comentários sobre “O impoluto

  1. Admito que a foto me induziu também, mas fui por outro lado completamente diferente.
    Se sentir um pecador onde não deveria haver pecado de forma alguma.
    Se sentir tomando um “favor” que na verdade não é.
    Não é pecado, por mais que nos forcem a acreditar que é.
    Foi assim que eu vi.
    Obrigada Hang, pois me sinto a vontade hoje, como não sentia antes e você é uma grande parte disso.
    Bjooo ❤

    Curtido por 1 pessoa

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