O blefe


camisa de força

às vezes, é da dor
que se alimenta
cada coisa minha
é na tempestade
que repousa minha
(in) sanidade
é da recusa
que me esforço
tanto à escuta
inda que sofra tanto
por tantas cousas
é pro ímpeto
que sorrio
e meu corpo fala
e responde tonto
pois percebo errar
nos outros
as minhas dores
sou o contexto
do universo
o meu, universo
e aqui, tudo é…
arrebatador e fico
mais um tanto
até coçar
as pálpebras
e molhar
as minhas narinas
e ali, fico
um tanto dor
um tanto tonto
dois tantos louco

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17 comentários sobre “O blefe

  1. Perfeito, principalmente por ser essencialmente existencialista, assim também notável em alguns dos meus poemas; reflexivo de uma amargura e um tom nítido de um limite próprio, um reconhecimento de capacidade numa estrutura geral incapaz, um conflito do progresso e retrocesso, respectivamente das idas e vindas. Ênfase do mundo que gira, percepção de resultados que por mais fossem repetidos na probabilidade tendenciosa à sorte, se manteria indignado/insatisfeito pela dor do tempo.

    Curtido por 2 pessoas

    • Ahhhh! É dessas naturezas que se alimentam os estímulos da nossa inquietação, precisamos disso, para o primeiro e o próximo passo! Preciso agradecer a tua gentileza em colocar aqui a tua análise, tão favorável ao meu alimento caríssimo amigo…ainda acredito na humanidade, poeticamente falando e ali, na poesia repousa minha preocupação ( assim, também observado na tua, como bem dizes ).
      Gratidão! Grandes dias M.Lavinhatti.

      Curtido por 1 pessoa

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