Sutilezas V


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Carrego a lembrança dos trovões, das janelas da minha infância. O prisma das enormes lamparinas à chuva. Em mim, as mesmas cores púberes, dos faróis que me orientavam na caminhada. A noite vaporiza meu rosto ainda e cada canto da minha energia e das minhas intenções. Sofro da síndrome da pele eriçada todas as manhãs.
É que tem tanta energia aqui dentro que lá fora tudo é possível nessa coisa do viver.
Reconheço, naturalmente, que já não chove mais tanto e tão bonito e; quando chove, nem sempre faz maravilhar meu rosto tanto quanto ainda, mas para o meu conforto, ainda vejo n’outros mestres, o brilho da possibilidade de alimentar este espírito em mim, e sigo catando e contando estrelas e uso da experiência dos bons conselheiros para me reinventar. Ofereço novas possibilidades para as mesmas asas.
É que gosto do gosto deste céu e do sabor desta mesma sorte.
Senhoras e senhores, peço-vos licença para me apresentar: eu sou a poesia.

 

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10 comentários sobre “Sutilezas V

  1. Pingback: escreversonhar

  2. Caro HANG

    quanto à lembrança dos trovões, somo a ela a lembrança dos pitos na escola, em casa, os puxões de orelhas (ambas, sem perdão, hehe, moleque), as mangueiras abarrotadas de corações cor-de-rosa, as peladas no seio da praça ou da rua, padres fornicando, irmãs de caridade fazendo seu mister, ou seja, caridade, a vontade de sumir no mundo – o que AFINAL aconteceu. Saímos em busca de outras e mais outras centelhas.

    Um abraço. Obrigado pelas visitas.
    Darlan

    Curtido por 1 pessoa

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